Cidade de pedra
A selva de pedras está maior, e cada tijolo e bloco é um motivo de
chorar.
As lembranças saem de todos os lados. Mesmo escondido dentro dessas
pedras. Onde nada cresce, nada transforma.
São metáforas da história. São amores platônicos disfarçados.
Disfaceis dos montes.
Sepultados debaixo da terra para crescer mais pedras, mais dor.
A floresta petrificada sobre nossos corpos desfigurados pelo tempo.
As alegrias são gotas de chuvas que caem em lugares espeficos na
cabeça de anos escondidos no pouco verde que resta.
As fagulhas de justiça deixar crescer a esperança por baixo de
tanto ódio e triste.
Mesmo que o fogo acabe com elas.
O dia em que descobrimos isso sentiu uma dor.
Como gases presos no corpo, andando par ala e par cá.

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