Cidade de pedra



A selva de pedras está maior, e cada tijolo e bloco é um motivo de chorar.
As lembranças saem de todos os lados. Mesmo escondido dentro dessas pedras. Onde nada cresce, nada transforma.
São metáforas da história. São amores platônicos disfarçados.
Disfaceis dos montes.
Sepultados debaixo da terra para crescer mais pedras, mais dor.
A floresta petrificada sobre nossos corpos desfigurados pelo tempo.
As alegrias são gotas de chuvas que caem em lugares espeficos na cabeça de anos escondidos no pouco verde que resta.
As fagulhas de justiça deixar crescer a esperança por baixo de tanto ódio e triste.
Mesmo que o fogo acabe com elas.
O dia em que descobrimos isso sentiu uma dor.
Como gases presos no corpo, andando par ala e par cá.
Até encontrar a saída e criar um grito de Paz.




Escrito em 16 de Enero de 2012.

Comentários

Postagens mais visitadas